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Arquivo: Maio 2008

MÃE, UMA LIÇÃO DE VIDA - Artigo publicado na Coluna Transcender, do Jornal Missioneiro, por Solange da Cruz Battirola em 10.05.2008

solbatt 02/05/2008 @ 06:09

Mãe, uma lição de vida.
Mãe! Você se lembra do momento em que recebeu a notícia confirmada de sua gestação? Que emoção! Quanta alegria! Que surpresa medrosa e responsável foi aquela? Só uma certeza te acompanhou desde aquele momento: um filho(a)! O seu filho (a)! Nunca mais situação alguma mudará este fato! Nem mesmo a morte que costuma desfazer realidades, poderá por fim a esta verdade: você é e para sempre será mãe! A maternidade não e uma situação qualquer: no dia a dia ela se transformará em modo de ser e em razão de vida.
Na vida desta criança, só você ocupará este espaço: só você a carregou tão perto do coração, só você sentiu o primeiro chute, só seu corpo se transformou para recebê-lo, teus valores se transformaram para garantir a preciosidade da vida humana.
Neste processo, que é o maior milagre da vida, você transformou o seu próprio sangue em alimento para seu filho e seus braços se prepararam desde cedo para o primeiro e todos os abraços que seguiram, que sublime sensação: pele, arrepios, alegria, satisfação, cansaço, preocupação, responsabilidades..... tudo, cada milímetro de você é mãe! Isso não é maravilhoso? Ser mãe é uma dádiva divina.
Neste mês das mães, parabenizamos quem gerou nossa vida, compreendeu nossas manhas, iluminou nossas idéias, comprou nossas brigas, acalentou nossos sonhos, alimentou nossas esperanças, e quando a gente comenta que ela fez tudo isso, ela diz que é apenas nossa mãe.
Saber sobre nossa Mãe é maravilhoso! Nossa felicidade neste momento é maior do que o coração pode sentir, é muito mais do que as palavras podem expressar. Todos os filhos devem bendizer porque Mãe sabe amar e compreender o que significam nossos sorrisos, sentimentos, emoções, cansaços... neste mês dedicado a elas, agradecemos a DEUS por existirem em nossas vidas. Neste clima de agradecimentos, vamos juntos agradecer:
Em primeiro lugar pela mãe que Deus nos deu ...
... por todas as Mães do mundo...
... pelas mães brancas , de pele alvinha ...
... pelas pardas , morenas ou bem pretinhas ...
... pelas mães ricas e pelas pobrezinhas ...
... pelas mães - titias , pelas mães -vovós ,
.... pelas mães de criação que são puro coração,
....pelas madrastas –mães ,
... pelas professoras - mães ... pelas mães madrinhas...
... pela mãe que embala ao colo o filho que não é seu ...
...pela mãe jovem e pela mãe velhinha...
... Mãe solteira e pela Mãe sozinha...
...pela Mãe de um , ou mãe de muitos...
...Mãe do filho que não veio e a Mãe do filho que já se foi...
...pelas Mães corajosas, que educam seus filhos... Todos os dias , a todo momento...
...Mãe que às vezes ri e que às vezes chora ...
....Mãe que às vezes fala e às vezes cala ...
....pelas Mães que estimamos e pelas que desconhecemos...
... pela saudade querida da mãe que já partiu ...
... pelo amor latente em todas as mulheres , que desperta ao sentir desabrochar em si uma nova vida ...
... pelo amor , maravilhoso amor que une mães e filhos ...
....Mãe: és sinônimo de paz, ternura, bondade e perdão. Ter um filho exige responsabilidade por outra vida, amor integral, paciência, doação total, amor forte, obstinado e duradouro, é somente o teu amor de mãe.
Lembremo-nos daquelas mãezinhas queridas que DEUS já chamou, mesmo que suas presenças físicas não estejam presentes do nosso lado... continuamos amando , sofrendo com a ausência e sentindo saudades.
Os filhos são como as âncoras que mantém as mães agarradas à vida, por isso não se preocupem por não poder dar a seus filhos o melhor de tudo, pois vocês se sacrificam para poder dar o que podem e às vezes até o que não podem, àqueles que mais amam no mundo. Dê a eles o essencial, o seu melhor: que é o amor, a dedicação, a atenção, o tempo, o diálogo e o carinho.
Em cada mãe há uma doação amorosa e sem limites, como sinal do amor de DEUS! O mundo precisa de pessoas como vocês: humanas, felizes, realizadas, cheias de esperança, muita fé, garra e coragem. As mães fazem o eixo do mundo girar em suas vidas, gestos e em suas palavras sinceras.
Mãe! Ao embalar a criança, ao orientar o adolescente, ao acompanhar o adulto, ao consolar o velho.... a presença constante do teu amor materno é o apoio seguro que todos nós nos amparamos ao longo da existência.
As mães tem todos os dias para viver e muitas coisas para comemorar.

ARTIGO PUBLICADO NO JORNAL MISSIONEIRO POR SOLANGE DA CRUZ BATTIROLA, NA COLUNA TRANSCENDER DE 10-05-2008

SEMEANDO VIDA Artigo publicado na Coluna Transcender do Jornal Missioneiro, por Solange da Cruz Battirola 19-04-2008

solbatt 02/05/2008 @ 06:07

Semeando Vida

Era uma vez um homem que morava numa cidade grande e trabalhava numa fábrica. Todos os dias ele pegava o ônibus e viajava cinqüenta minutos até o trabalho. À tardinha, fazia a mesma coisa voltando para casa. No ponto seguinte ao que o homem subia para o ônibus, entrava uma velhinha, que procurava sempre sentar-se numa janela. Abria a bolsa, tirava um pacotinho e passava a viagem toda jogando alguma coisa fora do ônibus.
Um dia, o homem reparou a cena. Ficou curioso. No dia seguinte, a mesma coisa. E assim todos os dias. Certa vez sentou-se ao lado da velhinha e não resistiu:
-Bom dia! Desculpe minha curiosidade, mas o que a senhora está jogando pela janela?
-Bom dia! Respondeu ela: -Jogo sementes.
-Sementes? Sementes de quê?
-De flor. É que viajo neste ônibus todos os dias. Olho para fora e a estrada está tão vazia. Eu gostaria de poder viajar vendo flores por todo o caminho... Imagine como seria bom!
-Mas a senhora não vê que as sementes caem no asfalto, são esmagadas pelos pneus dos carros, devoradas pelos passarinhos... A senhora acha que essas flores nascerão aí, na beira da estrada?
-Acho, meu filho. Mesmo que muitas sementes se percam, algumas certamente acabam caindo na terra e com o tempo vão brotar.
-Mesmo assim, demoram a crescer, precisam de água...
-Ah, eu faço a minha parte. Sempre há dias de chuva. Além disso, apesar da demora, se eu não jogar as sementes, as flores nunca nascerão.
Dizendo isso, a velhinha virou-se para a janela aberta e recomeçou seu trabalho. O homem desceu logo adiante, achando que a velhinha já estava ficando meio “caduca”. O tempo passou. Um dia, no mesmo ônibus, sentado à janela, o homem levou um susto: olhou para fora da janela e viu margaridas na beira da estrada, carreiras de hortênsias azuis, rosas, cravos, dálias... A paisagem estava colorida, perfumada, linda. O homem lembrou-se da velhinha, procurou-a no ônibus e acabou perguntando para o cobrador, que conhecia todo mundo, ao que ele respondeu:
- A velhinha das sementes? Pois é, morreu de pneumonia no mês passado. O homem voltou para o seu lugar e continuou olhando a paisagem florida pela janela. “Quem diria, as flores brotaram mesmo!” Pensou ele. “Mas de que adiantou o trabalho da velhinha? A coitada morreu e não pode ver toda essa beleza”! Nesse instante, o homem escutou uma risada de criança. No banco da frente, um garotinho apontava pela janela, entusiasmado:
-Olha mamãe, que lindo, quanta flor pela estrada... Como se chamam aquelas azuis?...
Então o homem entendeu o que a velhinha tinha feito. Mesmo não estando ali para contemplar as flores que tinha plantado, a velhinha deveria estar muito feliz. Afinal, ela tinha dado um presente maravilhoso para as pessoas. No dia seguinte, o homem entrou no ônibus, sentou-se numa janela e tirou um pacote de sementes do bolso.

(Zenaide Martins – Texto que tem circulado na Internet, com slide-show, retirado do Jornal para Educadores de Ensino Religioso: O Transcendente – meses de Março e Abril de 2008)

ARTIGO PUBLICADO NO JORNAL MISSIONEIRO POR SOLANGE DA CRUZ BATTIROLA, NA COLUNA TRANSCENDER EM 25-04-2008

ANTES QUE ELES CRESÇAM -Artigo publicado na Coluna Transcender, do Jornal Missioneiro, por Solange da Cruz Battirola - 03.05.2008

solbatt 02/05/2008 @ 06:05

Antes que eles cresçam

Há um período em que algumas mães vão ficando órfãs de seus próprios filhos.
É que as crianças crescem independentemente, como árvores tagarelas e pássaros estabanados.
Crescem sem pedir licença a vida.
Crescem com uma estridência alegre e, às vezes, com alardeada arrogância.
Mas não crescem todos os dias, de maneira igual, crescem de repente.
Um dia sentam-se perto de você no terraço e dizem uma frase com tal maturidade que você sente que não pode mais trocar as fraldas.
Onde é que andou crescendo aquela criança danadinha que você não percebeu?
Cadê a pazinha de brincar na areia, as festinhas de aniversários com palhaços e o primeiro uniforme?
E você está agora ali, na porta do salão, esperando que ela não apenas cresça, mas apareça!
Ali estão muitas mães ao volante, esperando que eles saiam esfuziantes com seus cabelos longos soltos.
Entre hambúrgueres e refrigerantes nas esquinas, lá estão nossos filhos com o uniforme de sua geração: incômodas mochilas da moda nos ombros. Ali estamos nós com os cabelos esbranquiçados.
Esses são os filhos que conseguimos gerar e amar, apesar dos golpes dos ventos, das colheitas, das notícias e da ditadura das horas.
E eles crescem meio amestrados, observando e aprendendo com nossos acertos e erros.
Principalmente com os erros que esperamos que não repitam.
Há um período em que as mães vão ficando um pouco órfãs dos próprios filhos.
Não mais os pegaremos nas portas das festas.
Passou o tempo do ballet, do inglês, da natação e do judô.
Saíram do banco de trás e passaram para os volantes de suas próprias vidas.
Deveríamos ter ido mais a cama deles ao anoitecer para ouvirmos respirando, mais conversas e confidências entre os lençóis da infância, e os adolescentes cobertores daquele quarto cheio de adesivos, pôsteres, agendas coloridas e cd’s ensurdecedores.
Não os levamos suficientemente ao Playcenter, ao shopping, não lhes demos suficientes hambúrgueres e cocas, não lhes compramos todos os sorvetes e roupas que gostaríamos de ter comprado.
Eles cresceram sem que esgotássemos neles todo o nosso afeto.
No princípio subiam a serra ou iam a casa de campo entre embrulhos, bolachas, engarrafamentos, natais, páscoas, piscina e amiguinhos. Sim, havia as brigas dentro do carro, a disputa pela janela, os pedidos de chicletes e cantorias sem fim.
Depois chegou o tempo em que viajar com os pais começou a ser um esforço, um sofrimento, pois era impossível deixar a turma e as paqueras. Os pais ficaram exilados dos filhos.
Tinham a solidão que sempre desejaram, mas, de repente, morriam de saudades daquelas “pestinhas”.
Chega um momento que nos resta ficar de longe torcendo e rezando muito (nessa hora, se a gente tinha desaprendido, reaprende a rezar) para que eles acertem nas escolhas em busca de felicidade.
E que a conquistem do modo mais completo possível
O jeito é esperar: qualquer hora pode nos dar netos.
O neto é a hora do carinho ocioso e estocado, não exercido nos próprios filhos e que não podem morrer conosco.
Por isso os avós são tão desmesurados e distribuem tão incontrolável carinho.
Os netos são a última oportunidade de reeditar o nosso afeto.
Por isso é necessário fazer alguma coisa a mais, antes que eles cresçam.

ARTIGO PUBLICADO POR SOLANGE DA CRUZ BATTIROLA, NO JORNAL MISSIONEIRO - COLUNA TRANSCENDER - 02-05-2008