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Arquivo: Setembro 2008

O RIO - por SOLANGE DA CRUZ BATTIROLA, NA COLUNA TRANSCENDER DO JORNAL MISSIONEIRO - 20-09-2008

solbatt 16/09/2008 @ 06:19

O RIO
Eu sou o rio. Sou a água, o princípio e a origem da vida.
Olhe bem pra mim. Veja como eu caminho. É a correnteza que me dá força vital que eu libero durante todo o meu caminhar. Nisto se manifesta toda a minha vontade de viver. Lanço-me para além das fronteiras e vou abrindo o meu caminho. Afinal, o meu leito ainda não está feito. Eu é que vou abrindo estradas entre rochas, montanhas e vales e vou construindo a minha própria vida.
Eu continuo caminhando porque o caminho tornou-se a minha força, a minha liberdade. Por fim, em algum lugar do caminho recebi um nome: RIO. E agora sou um rio que se abre para a vida, o rio que possui o sabor de suas águas e porque sou um rio alegre, procuro fecundar tudo ao longo das minhas margens, deixando traços de vida por onde passo, afinal, a minha vida não me pertence, ela deve ser doada, deve ser compartilhada.
Eu fui feito para o mar, fui feito para o novo, para o maior, mas acima de tudo fui feito para a partilha e é isto que me impulsiona. Não sendo assim eu seria apenas uma poça dágua, uma água em repouso, parada, mas nós sabemos que a água parada acaba apodrecendo e não vai servir para mais nada.
Por falar nisso, o que é que você espera da vida? ...
Na medida em que eu caminho, tenho que ir renovando as minhas forças. Apenas a minha vontade de caminhar não me garante o êxito da minha chegada.
É que, nesta minha dança frenética por entre pedras e barrancos as vezes eu sinto que minhas forças diminuem, imerso nos mil problemas das correntezas que me empurram para todos os lados, eu fico sem saber por onde caminhar, mas, eu não posso parar diante das dificuldades, e então devo lançar-me uma, duas, infinitas vezes por sobre as pedras para abrir uma passagem por onde caminho.
Você já notou que raramente ando em linha reta? É que contornar montanhas e desviar-me de rochas não é apenas uma questão de gosto estético ou geográfico. Na maioria das vezes é minha única maneira de prosseguir.
É este o segredo da vida, a vontade de viver, a ânsia pela liberdade. E é isso que me mantém a cada dia mais forte, mais vivo.
Ao longo do meu caminho eu vou recebendo outras águas, pequenas, franzinas algumas, outras mais fortes, mas não importa o tamanho delas. Somadas, fazem de mim um rio, aumentam a minha força, ajudam-me a desviar o desconhecido. Sei que devo ainda crescer, andar prá diante, compartilhar. Mas eu sei também que estou andando sobre um caminho meu, em direção ao mar, a minha felicidade.
Gosto de conquistar aquilo que disputo, mas por isso às vezes preciso canalizar as minhas águas por entre margens que me ajudem a chegar ao mar. Outras vezes eu tenho que refreá-las e esperar o momento e condições adequadas para libertá-las. Eu tenho consciência de que deixando-as correr livremente, eu posso ocasionar morte e destruição ao invés de vida. Gostaria... gostaria muito que minhas águas pudessem correr livres e desimpedidas, mas, eu iria desperdiçá-las. Eu perderia forças e correria o risco de não chegar ao mar.
Veja, as minhas águas continuam a jorrar gota a gota, levando frescor e alívio àqueles que estão cansados e sedentos. Sinto-me feliz em poder fazer isto. Sinto-me contente da vida que trago dentro de mim. Às vezes, encontro terrenos áridos, secos onde minhas águas desaparecem como que por encanto, e então, o meu orgulho me faz pensar que estou desperdiçando vida, que estou sendo sugado, mas aí eu olho para as minhas margens e percebo com alegria que não há vida sendo desperdiçada. Ao contrário, é vida sendo compartilhada. Com o que eu dou, eu crio possibilidades de vida para muitos outros e o que é mais incrível, é que justamente quando eu cedo minhas águas para molhar as lavouras, para gerar vida e fazer crescer as plantas, a natureza me agradece e me retribui com águas que vem do alto, revigorando-me, preenchendo-me de vida. É um mistério... Um mistério que me faz muito feliz.
Eu continuo caminhando para o mar e vou descobrindo que em cada curva, em cada relanço, em cada queda eu posso ser útil de alguma forma. Vejo com alegria que cada amanhecer e cada entardecer é um novo dia, tão diferente de ontem quanto será de amanhã, mas esse novo dia me oferecerá inúmeras oportunidades de partilhar a vida que eu carrego. Meu objetivo é lançar-me no mar. Esse é o sonho de todo o rio, conhecer a imensidão do oceano. Mas às vezes eu sinto medo porque o oceano é desconhecido e é maior, muito maior do que eu, mas é justamente isso que me fascina e me desafia, essa mistura de medo e desafio, me impulsionam... é essa impulsão que me faz buscar, que não me deixa parado, mas se eu quiser chegar lá eu tenho que fazer o meu caminho, com pequenas, mas infinitas ações que a cada hora de cada dia me ajudarão a atravessar montanhas e vales, porque o limite deve ser a imensidão.
MENSAGEM DEDICADA A TODOS QUE TRABALHAM INCESSANTEMENTE PELA PRESERVAÇÃO E CONSCIENTIZAÇÃO DA COMUNIDADE SÃO-LUIZENSE COM O NOSSO MEIO AMBIENTE!

O PRATO D VELHO por SOLANGE DA CRUZ BATTIROLA, publicado no JORNAL MISSIONEIRO NO DIA 30-08-2008, na coluna TRANSCENDER

solbatt 16/09/2008 @ 05:50

O PRATO DO VELHO

Em nosso meio, geralmente, há respeito, carinho e atenção pelas pessoas idosas. Assim convivem os avós junto com os filhos casados e os netos.
Com o passar do tempo, os idosos necessitam de mais cuidados, pois o peso dos anos não os mantém tão ágeis como em outros tempos.
Agora, segue uma história, que relata que junto com certa família morava também o velho avô, quase cego e surdo, com os joelhos tremendo. Quando se sentava à mesa para comer, mal conseguia segurar a colher. Derramava sopa na toalha e, quando, afinal, acertava a boca, deixava sempre cair um bocado pelos cantos.
O filho e a nora dele achavam que ele fazia por gosto e ficavam com nojo. Finalmente, acabaram fazendo o velhinho se sentar num canto atrás do fogão. Levavam comida para ele numa tigela de vidro e - o que era pior - nem lhe davam bastante.
O velho olhava para a mesa com os olhos compridos, muitas vezes cheios de lágrimas.
Um dia, suas mãos tremeram tanto que ele deixou a tigela cair no chão e ela se quebrou. A mulher ralhou com ele, que não disse nada, só suspirou. Assim quebraram-se mais tigelas, na terceira vez, escutou-se até insultos.
Depois ela comprou uma gamela de madeira bem baratinha e era aí que ele tinha que comer.
Um dia, quando estavam todos sentados na cozinha, o neto do velho, que era um menino pequeno, estava brincando com uns pedaços de pau.
- O que é que você está fazendo? - perguntou o pai.
O menino com toda sua inocência respondeu:
- Estou fazendo um cocho, para papai e mamãe poderem comer quando eu crescer e eles ficarem velhos.
O marido e a mulher se olharam durante algum tempo e caíram no choro. Depois disso, trouxeram o avô de volta para a mesa. Desde então passaram a comer todos juntos e, mesmo quando o velho derramava alguma coisa, ninguém dizia nada.

A partir daquele dia, os adultos refletiram sobre suas ações e melhoraram suas atitudes com o senhor idoso, tratando-o com mais carinho, paciência, compreensão... pois percebiam-se como exemplos positivos ou negativos ao seu pequenino filho, que sempre lhes ensinava pequenas lições de vida, como esta.

POEMA DE MADRE TERESA DE CALCUTÁ por SOLANGE DA CRUZ BATTIROLA NO JORNAL MISSIONEIRO NA COLUNA TRANSCENDER - dia 23.08.2009

solbatt 16/09/2008 @ 05:49

POEMA DE MADRE TERESA DE CALCUTÁ
O dia mais belo? Hoje
A coisa mais fácil? Errar
O maior obstáculo? O medo
O maior erro? O Abandono
A raiz de todos os males? O egoísmo
A distração mais bela? O trabalho
A pior derrota ? O desânimo
Os melhores professores? As crianças
A primeira necessidade? Comunicar-se
O que mais lhe faz feliz? Ser útil aos outros
O maior mistério? A morte
O pior defeito? O mau humor
A pessoa mais perigosa? A mentirosa
O pior sentimento? O rancor
O presente mais belo? O perdão
O mais imprescindível? O lar
A rota mais rápida? O caminho certo
A sensação mais agradável? A paz interior
A proteção efetiva? O sorriso
O melhor remédio? O otimismo
A força mais potente do mundo? A Fé
As pessoas mais necessárias? Os pais
A mais bela de todas as coisas? O amor

PENSE E SORRIA - Publicado no Jornal Misioneiro de 13.09.2008 por Solange da Cruz Battirola, na Coluna Transcender

solbatt 12/09/2008 @ 02:44

Pense!
Que coisa mágica é essa que pode alegrar o seu dia e o dia das pessoas à sua volta sem lhe custar nada?
-Um sorriso, apenas uma expressão facial!
No trânsito, nas lojas, nas filas, nas salas de aula, no corredor, em todo e qualquer lugar por onde você andar semeie sorrisos. Você vai se surpreender ao ver um rosto fechado iluminar-se e abrir-se! E mesmo que não haja retribuição, não se importe: o seu sorriso faz bem a você, afinal comunicaste uma mensagem agradável. Só imagine: neste instante DEUS está sorrindo para você!
Há uma forte tendência pessoas a imitar as expressões daqueles que estão ao seu redor. Em outras palavras: rostos tristes provocam mais rostos tristes e rostos sorridentes provocam sorrisos e felicidade! Sorria! O seu sorriso deixa outras pessoas felizes e também faz você feliz!
Mensagem do autor: Ph.D. David Nivem.

***** T*R*A*N*S*C*E*N*D*E*R ***** por SOLANGE DA CRUZ BATTIROLA - JORNAL MISSIONEIRO - 23.02.2008

solbatt 12/09/2008 @ 02:38

***TRANSCENDER***
*** Solange* da *Cruz* Battirola***
E-MAIL : solsolbat@bol.com.br
BLOG: http://solbatt.blogspot.com./
http://solbat.nireblog.com/

Nossa proposta é transcender semanalmente, isto mesmo, encontros marcados neste espaço, trocaremos idéias sobre a vida, divagaremos sobre a existência humana, contribuindo com reflexões, mensagens, artigos e assuntos sugeridos pelos leitores. Espero que aproveitem ao máximo e deleitem-se com meus devaneios poéticos, parte do livro Afluências.
TRAVESSIA EXISTENCIAL
Ao romper a aurora,
Com o nascer do sol,
O espetáculo da vida se inicia.
Com a poesia,
Descortina-se mais um dia!
Desnudando a alma, amanhecemos,
Miramos, contemplamos com calma.
Percorremos os próprios labirintos,
Seguimos instintos!
Confidenciamos segredos,
Desmistificamos tabus,
Entre sérios olhares,
Desvendamos mistérios,
Revelando encantos e raras belezas!
Sensações indescritíveis,
Sonhos impossíveis,
Crises, decadências, superações.
Infinitas possibilidades, trabalhos e realizações.
Aventuras, lutas e lutos.
Sonhos e devaneios, inúmeros anseios.
Descobrir-se única e original.
Na existencial travessia.
Trilhamos rotas desconhecidas,
Idas e vindas, subidas e descidas.
Propostas indecentes,
Desejos ardentes,
Equilíbrio entre razão e emoção!
Buscas incessantes,
Questionamentos inquietantes,
Vulcão humano em erupção!
Ideais envoltos na realidade,
Lampejos de solidão,
Imperfeições, fragilidades,
Paixões loucas, desenfreadas!
Turbilhão de desejos,
Medos contidos,
Ausências presentes e
Presenças escondidas!
Quem nega e diz que nunca se sentiu assim
Mente, omite, sofre, disfarça... Enfim
Não viveu sua utopia
Não cumpriu plenamente a travessia.
Tudo a seu tempo e modo;
Sem lamento, sem tormento.
Do seu próprio jeito,
Valorizando cada instante, superando cada defeito,
Cumpra sua profecia.
Assim como o dia é um instante da vida,
O sol é um instante do dia,
A lua é um instante adiante,
Sou a finalidade essencial,
Da minha travessia existencial!

* Solange da Cruz Battirola é educadora da Rede Pública Estadual, atuando com os anos iniciais e finais do Ensino Fundamental na E.E. Senador Pinheiro Machado, tem Licenciatura em Pedagogia pela URI, especialização em Ensino Religioso, Educação Infantil e Educação Especial.