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Arquivo: Março 2009

SE EU PUDESSE DEIXAR ALGUM PRESENTE A VOCÊ... por SolBatt, em 25.04.2009,no espaço Transcender do Jornal MIssioneiro de São Luiz Gonzaga- RS

solbatt 28/03/2009 @ 04:31

Se eu pudesse deixar algum presente a você...

...deixaria aceso o sentimento de amar a vida dos seres humanos.

A consciência de aprender tudo o que foi ensinado pelo tempo afora.

Lembraria os erros que foram cometidos para que não mais se repetissem.

Deixaria para você, se pudesse, o respeito àquilo que é indispensável:
Além do pão; o trabalho.
Além do trabalho; a ação.

E, quando tudo mais faltasse, um segredo:
o de buscar no interior de si mesmo
a resposta e a força para encontrar a saída.

Gandhi

PESSOAS SÃO MÚSICAS - por SolBatt, no Espaço Transcender do Jornal Missioneiro de São Luiz Gonzaga - RS -04.04.2009

solbatt 28/03/2009 @ 04:27

Pessoas São Música
Você já percebeu?
Elas entram na vida da gente e deixam sinais.

Como a sonoridade do vento ao final da tarde.
Olhe para a pessoa que está ao seu lado e você descobrirá, olhando fundo, que há uma melodia no disco do olhar
Procure escutar...
Pessoas foram compostas para serem ouvidas, sentidas, interpretadas...
Para tocarem nossas vidas com a mesma força do instante em que foram criadas, e para tocarem suas vidas com toda a magia de serem música
São pessoas como você... Que terei o prazer de continuar ouvindo

As pessoas têm que fazer o sucesso que lhes desejamos, Mesmo que não estejam nas paradas.

Mesmo que não toquem no rádio...
Apenas no Coração.
Muita Paz ...

A CASA DOS MIL ESPELHOS - por SolBatt, em 21.3.2009, na Coluna TRanscender do Jornal Missioneiro de São Luiz Gonzaga - RS

solbatt 28/03/2009 @ 04:21

A CASA DOS MIL ESPELHOS
(Folclore japonês)
Tempos atrás em um distante e pequeno vilarejo, havia um lugar conhecido como a casa dos 1000 espelhos. Um pequeno e feliz cãozinho soube deste lugar e decidiu visitar.
Lá chegando, saltitou feliz escada acima até a entrada da casa. Olhou através da porta de entrada com suas orelhinhas bem levantadas e a cauda balançando tão rapidamente quanto podia. Para sua grande surpresa: Deparou-se com outros 1000 pequenos e felizes cãezinhos, todos com suas caudas balançando tão rapidamente quanto a dele. Abriu um enorme sorriso, e foi correspondido com 1000 enormes sorrisos.

Quando saiu da casa, pensou:
- Que lugar maravilhoso!
Voltarei sempre, um montão de vezes!

Neste mesmo vilarejo, um outro pequeno cãozinho, que não era tão feliz quanto o primeiro, decidiu visitar a casa. Escalou lentamente as escadas e olhou através da porta. Quando viu 1000 olhares hostis de cães que lhe olhavam fixamente, rosnou e mostrou os dentes e ficou horrorizado ao ver 1000 cães rosnando e mostrando os dentes para ele.

Quando saiu, ele pensou:
- Que lugar horrível, nunca mais volto aqui.

Todos os rostos no mundo são espelhos....Que tipo de reflexos você vê nos rostos das pessoas que você encontra?

MORRE LENTAMENTE - 11.4.2009, por SolBatt na Coluna Transcender do Jornal Missioneiro de São Luiz Gonzaga -

solbatt 28/03/2009 @ 04:17

Morre lentamente...
Pablo Neruda
Morre lentamente...
...quem não viaja, quem não lê, quem não ouve música,
quem destrói o seu amor próprio, quem não se deixa ajudar.

Morre lentamente...
Quem se transforma escravo do hábito,
repetindo todos os dias o mesmo trajeto,
quem não muda as marcas no supermercado,
não arrisca vestir uma cor nova, não conversa
com que não conhece.

Morre lentamente...
...quem não viaja, quem não lê, quem não ouve música,
quem destrói o seu amor próprio, quem não se deixa ajudar.

Morre lentamente...
Quem evita uma paixão, quem prefere o "preto no branco" e os "pingos nos is" a um turbilhão de emoções indomáveis,
justamente as que resgatam brilho nos olhos, sorrisos e soluços, coração aos tropeços, sentimentos.

Morre lentamente...
Quem não vira a mesa quando está infeliz no trabalho;
quem não arrisca o certo pelo incerto atrás de um sonho; quem não se permite, uma vez na vida, fugir dos conselhos sensatos.

Morre lentamente...
Quem passa os dias queixando-se da má sorte ou da chuva incessante, desistindo de um projeto antes de iniciá-lo, não perguntando sobre um assunto que desconhece e não respondendo quando lhe indagam o que sabe.

Evitemos a morte em doses suaves,
recordando sempre que estar vivo exige um esforço muito maior do que o simples ato de respirar... Estejamos vivo, então!

Nada neste mundo faz sentido se não tocamos
o coração das pessoas. Se a gente cresce com os
golpes duros da vida, também podemos crescer com
os toques suaves na alma.

SUPERFLUO E NECESSÁRIO - por SolBatt, na coluna Transcender do Jornal Missioneiro de São Luiz Gonzaga - RS, em 31.01.2009

solbatt 28/03/2009 @ 04:09

Supérfluo e Necessário
(Chico Xavier)
Uns queriam um emprego melhor; outros, só um emprego.
Uns queriam uma refeição mais farta; outros, só uma refeição.

Uns queriam uma vida mais amena; outros, apenas viver.

Uns queriam pais mais esclarecidos; outros, ter um lar.

Uns queriam ter olhos claros; outros, enxergar.

Uns queriam ter voz bonita; outros, falar.

Uns queriam silêncio; outros, ouvir.

Uns queriam sapato novo; outros, ter pés.

Uns queriam um carro; outros, andar.

Uns queriam o supérfluo; outros, apenas o necessário.

Há dois tipos de sabedoria!
A sabedoria inferior é dada pelo quanto uma pessoa sabe e
a superior é dada pelo quanto ela tem consciência de que não sabe...Seja um eterno aprendiz na escola da vida!
A sabedoria superior tolera, a inferior julga; a superior alivia, a inferior culpa; a superior perdoa, a inferior condena.
Tem coisas que o coração só fala para quem sabe escutar!
Que possamos estar sempre atentos aos sinais e saber distinguir o que realmente se faz necessário daquilo que se torna supérfluo!

HISTÓRIA DE PESCADOR - em 27.2.2009, por SolBatt, no Espaço Transcender do Jornal MIssioneiro de São Luiz Gonzaga - RS

solbatt 28/03/2009 @ 04:06

HISTÓRIA DE PESCADOR
Rubem Alves
Era uma vez um pobre pescador e sua mulher. Eram pobres, muito pobres. Moravam numa choupana à beira-mar, num lugar solitário. Viviam dos poucos peixes que ele pescava. Poucos, porque, de tão pobre que era, ele não possuía um barco: não podia aventurar-se ao mar alto, onde estão os grandes cardumes. Tinha de se contentar com os peixes que apanhava com os anzóis ou com as redes lançadas no raso. Sua choupana, de pau-a-pique, era coberta com folhas de palmeira. Quando chovia forte, a água caía dentro da casa. Não tinham razões para ser felizes. Mas, a despeito de tudo, tinham momentos de felicidade. Era quando começavam a falar sobre os seus sonhos. Algum dia ele teria sorte, teria uma grande pescaria, ou encontraria um tesouro – e então teriam uma casinha branca com janelas azuis, jardim na frente, um canário na gaiola e galinhas no quintal. Mas eles sabiam que a casinha branca não passava de um sonho. Por vezes a felicidade se faz com sonhos impossíveis. E assim, sonhando com a impossível casinha branca, eles faziam amor e dormiam abraçados.
Era um dia comum como todos os outros. O pescador saiu muito cedo com seus anzóis para pescar. O mar estava tranqüilo, muito azul. O céu limpo, a brisa fresca. De cima de uma pedra lançou o seu anzol. Sentiu o tranco forte, peixe preso no anzol. Lutou. Puxou. Tirou o peixe. Escamas de prata com barbatanas de ouro. Foi então que o espanto aconteceu. O peixe falou. “Pescador, eu sou um peixe mágico. Devolva-me ao mar que realizarei o seu maior desejo...” O pescador resolveu arriscar. Um peixe que fala deve ser digno de confiança. “Eu e minha mulher temos um sonho”, disse o pescador. “Sonhamos com uma casinha branca com janelas azuis, jardim na frente, galinhas no quintal, canário na gaiola. E mais, roupa nova para minha mulher...” Ditas essas palavras ele lançou o peixe de novo ao mar e voltou para casa, para ver se o prometido acontecera. De longe, no lugar da choupana antiga, ele viu uma casinha branca e, à frente dela, sua mulher com um vestido novo – tão linda! Começou a correr, e enquanto corria pensava: “ Finalmente nosso sonho vai se realizar! Finalmente vamos ser felizes”
Foi um abraço de felicidade. A felicidade dela era completa. Mas não estava entendendo nada. Queria explicações. E ele então lhe contou do peixe mágico. “Ele disse que eu poderia pedir o que quisesse.” Houve um momento de silêncio. O rosto da mulher se alterou. Cessou o riso. Ficou sério. Ela olhou para o marido e, pela primeira vez, ele lhe pareceu imensamente tolo: “Você poderia Ter pedido o que quisesse? E por que não pediu uma casa maior, mais bonita, com varanda, três quartos e dois banheiros? Volte. Chame o peixe. Diga-lhe que você mudou de idéia.” O marido sentiu a repreensão, sentiu-se envergonhado. Obedeceu. Voltou. O mar já não estava tão calmo, tão azul. Soprava um vento mais forte. Gritou.: “Peixe encantado, de escamas de prata e barbatanas de ouro!” O peixe apareceu e lhe perguntou: “O que é que você deseja?” O pescador respondeu: “Minha mulher me disse que eu deveria Ter pedido uma casa maior, com varanda, três quartos e dois banheiros!” O peixe lhe disse: “Pode ir. O desejo dela já foi atendido”. De longe o pescador via a casa nova, grande, do jeito mesmo como a mulher pedira. “Agora ela está feliz”, ele pensou. Mas ao chegar a casa o que ele viu não foi um rosto sorridente. Foi um rosto transtornado. Tolo, mil vezes tolo! De que me vale esta casa neste lugar ermo, onde ninguém a vê? O que eu desejo é um palacete no bairro elegante de uma cidade, dois andares, banheiros de mármore, escadarias, fontes, piscina. Volte! Diga ao peixe desse novo desejo!”
O pescador, obediente, voltou. O mar estava cinzento e agitado. Gritou: “Peixe encantado, de escamas de prata e barbatanas de ouro!” O peixe apareceu e lhe perguntou: “ O que é que você deseja?” O pescador respondeu: “Minha mulher me disse que eu deveria Ter pedido um palacete num bairro rico da cidade...” Antes que ele terminasse, o peixe disse: “Pode voltar. O desejo dela já está satisfeito.” Depois de muito andar – agora ele já não morava perto da praia -, ele chegou à cidade e viu, num bairro rico, um palacete tal e qual aquele que sua mulher desejava. “Que bom”, ele pensou: “Agora, com seu desejo satisfeito, ela deve estar feliz, mexendo nas coisas da casa.” Mas ela não estava mexendo nas coisas da casa. Estava na janela. Olhava o palacete vizinho, muito maior e mais bonito que o seu, do homem mais rico da cidade. O seu rosto estava transtornado de raiva, os seus olhos injetados de inveja.
“Homem, o peixe disse que você poderia pedir o que quisesse. Volte. “Diga-lhe que eu desejo um palácio de rainha, com salões de baile, salões de banquete, parques, lagos, cavalariças, criados, capela”.
O marido obedeceu. Voltou. O vento soprava sinistro sobre o mar cor de chumbo. “Peixe encantado, de escamas de prata e barbatanas de ouro!” O peixe apareceu e lhe perguntou: “ O que é que você deseja?” O pescador respondeu: “ Minha mulher me disse que eu deveria Ter pedido um palácio com salões de baile, de banquete, parques, lagos...” “Volte!” disse o peixe antes que ele terminasse. “O desejo de sua mulher já está satisfeito.”
Era magnífico o palácio. Mais bonito do que tudo aquilo que ele jamais imaginara. Torres, bosques, gramados, jardins, lagos, fontes, criados, cavalos, cães de raça, salões ricamente decorados... Ele pensou: “Agora ela tem de estar satisfeita. Ela não pode pedir nada mais rico.”
O céu estava coberto de nuvens e chovia. A mulher, de uma das janelas, observava o reino vizinho, ao longe. O céu estava azul. Fazia sol. Ao longe se viam as pessoas alegremente passeando pelo campo.
“De que me serve este palácio se não posso gozá-lo por causa da chuva? Volte, diga ao peixe que eu quero Ter o poder dos deuses para decretar que haja sol ou haja chuva!”
O homem, amedrontado, voltou. O mar estava furioso. Suas ondas se espatifavam no rochedo. “Peixe encantado, de escamas de prata e barbatanas de ouro!” – ele gritou. O peixe apareceu. “Que é que sua mulher deseja?”, ele perguntou: “Ela deseja Ter o poder para decretar que haja sol ou haja chuva!”
O peixe falou: “ Vou lhes dar uma coisa melhor: vou lhes dar a felicidade!” O homem riu de alegria. “É isso que eu mais quero”, ele disse. “Volte”, disse o peixe. “Vá ao lugar da sua primeira casa. Lá você encontrará a felicidade...” E, com essas palavras, desapareceu. O pescador voltou. De longe viu a sua casinha antiga, a mesma casinha. Viu sua mulher, com o mesmo vestido velho. Ela colhia verduras na horta. Quando ela o viu, veio correndo ao seu encontro. “Que bom que você voltou mais cedo”, ela disse com um sorriso. “Sabe? Vou fazer uma salada e sopa de ostras, daquelas que você gosta. E enquanto comemos, vamos falar sobre a casinha branca com janelas azuis...” Ditas essas palavras ela segurou ternamente a mão do pescador, enquanto caminhavam em direção ao doce lar.

Mulherão - por SolBatt em 8.3.2009, no espaço transcender do Jornal Missioneiro de São Luiz Gonzaga - RS

solbatt 28/03/2009 @ 04:04

Mulherão
Aproveitando a passagem e as comemorações alusivas ao dia da mulher, peça para um homem descrever um mulherão. Ele imediatamente vai falar no tamanho do seios, na medida da cintura, no volume dos lábios, nas pernas, bunda e cor dos olhos... Ou vai dizer que mulherão tem que ser loira, 1m e 80cm, siliconada e com um lindo sorriso no rosto. Mulherões, dentro deste conceito, povoam o imaginário masculino pela telinha da televisão,na vida real parece que não existem muitas: tipo Vera Fischer, Adriane Galisteu, Malú Mader, Juliana Paes, Letícia Spiller, Luiza Brunet, Lumas e Brunas...

Agora, pergunte a uma mulher o que ela considera um mulherão, você vai descobrir que tem uma em cada esquina...

Mulherão é aquela que pega ônibus para ir ao trabalho e outro para voltar e, quando chega em casa, encontra um tanque lotado de roupa e uma família inteira a esperando, com fome.
Mulherão é aquela que vai de madrugada para a fila garantir matrícula na escola é aquela aposentada que passa horas em pé na fila do banco para buscar a pensão.
Mulherão é a empresária que administra dezenas de funcionários de segunda
a sexta e uma família todos os dias da semana.
Mulherão é quem volta do supermercado segurando várias sacolas depois de ter
pesquisado os preços e feito malabarismo com o orçamento.
Mulherão é aquela que se depila, que passa cremes, que se maquia, que faz dietas, que malha, que usa salto alto, meia-calça, ajeita o cabelo e se perfuma, mesmo sem nenhum convite para ser capa de revista.
Mulherão é quem leva os filhos na escola, busca os filhos na escola, leva os filhos no cursinho, busca os filhos no cursinho, leva os filhos para a cama, conta histórias, dá um beijo de boa noite e apaga a luz.
Mulherão é aquela mãe de adolescente que não dorme enquanto ele não chega.
É quem,de manhã bem cedo, já está de pé, esquentando o leite, preparando o café.
Mulherão é quem leciona em troca de um mísero salário, é quem faz serviços voluntários, é quem colhe uva, é quem opera pacientes, é quem lava a roupa para fora, é quem bota a mesa, cozinha o feijão e, à tarde, trabalha atrás de balcão.
Mulherão é quem cria os filhos, muitas vezes, sozinha, é quem dá expediente mais de 8 horas e enfrenta menopausa, TPM e menstruação
Mulherão é quem arruma os armários, coloca flores nos vasos, fecha a cortina
para o sol não desbotar os móveis, mantém a geladeira cheia e os cinzeiros vazios.
Mulherão é quem sabe onde cada coisa está, o que cada filho sente e qual o melhor remédio para azia.
Lumas, Brunas, Julianas, Carlas, Luanas e Sheilas: mulheres nota 10 no quesito linda de morrer, mas mulherão mesmo é quem mata um leão por dia!
Passe esta mensagem a todas suas amigas que você considera um mulherão...
E aos amigos pra que fique claro o quanto é importante que seja dado o devido valor as suas mães, esposas, irmãs, namoradas, amigas, filhas...

Autora do Texto: Martha Medeiros

A ROUPA DA VIZINHA - em 24.01.2009, por SolBatt no Espaço Transcender do Jornal Missioneiro de São Luiz Gonzaga

solbatt 28/03/2009 @ 04:02

A ROUPA DA VIZINHA
Todas as vezes em que a vizinha lavava a roupa, as observações vinham logo:
- Querido, veja só a roupa da nossa vizinha! Como está amarela! Será que eles não têm sabão para lavá-las? Ou será ela muito relaxada?
O marido não falava nada.
Passados alguns dias, com nova exposição de roupas no varal da vizinha, os comentários continuavam os mesmos.
Certa manhã, porém, ao levantar, grande foi a surpresa da caprichosa dona de casa. Constatou que a roupa da outra estava numa incomparável brancura. Então comentou com o marido que, finalmente, a vizinha havia comprado sabão e conseguira deixar os seus lençóis mais brancos do que a neve.
Ele, no entanto, sem demonstrar nenhuma admiração, respondeu:
_Não, querida! É que hoje levantei mais cedo e lavei as vidraças de nossa casa.