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Mensagem especial as Mães - por ocasião do seu Dia, editada na Coluna Transcender por Solange Battirola, no Jornal Missioneiro em 09.05.2009

MENSAGEM ESPECIAL PARA AS MÃES
Hoje não é um só dia de homenagens e sim, uma data de amor e carinho redobrados para as mães. Parabéns, este dia é único e é dedicado inteira e exclusivamente à vocês! Pedimos que Deus as abençoe! Pedimos em especial:
... Pelas mães brancas, de pele alvinha, pelas pardas , morenas ou bem pretinhas ...... Pelas mães ricas e pelas pobrezinhas, pelas mães - titias, pelas mães -vovós ... Pelas mães de criação que são puro coração, pelas madrastas-mães... Pelas professoras–mães, pelas mães madrinhas, pela mãe que embala ao colo o filho que não é seu... Pela mãe jovem e pela mãe velhinha... Mãe solteira e pela Mãe sozinha... Pela Mãe de um, ou mãe de muitos... Mãe do filho que não veio e a Mãe do filho que já se foi... Pelas Mães corajosas, que educam seus filhos, todos os dias, a todo o momento... Mãe que às vezes ri e que às vezes chora ... Mãe que às vezes fala e às vezes cala ...
... Pelas Mães que estimamos e pelas que desconhecemos, pela saudade querida da mãe que já partiu... Pelo amor latente em todas as mulheres, que desperta ao sentir desabrochar em si uma nova vida... Pelo amor , maravilhoso amor que une mães e filhos ... Mães professoras, mães funcionárias, mães alunas, as mães de nossos alunos, mães avós, mães do coração... Enfim as mães de nossa comunidade São-luizense!
Muito obrigado, Senhor, por nossas mães, de quem recebemos o sopro de tua vida. Elas foram a primeira pulsação de vida que experimentamos, vida da qual és a fonte, o sustento e o destino. Hoje no dia das mães nos reunimos, pedindo a Deus que proteja e as abençoe com todo AMOR, para que se sintam sempre amadas e queridas pelos filhos que tanto amam e aos quais só querem bem.
MÃE! És o amor personificado. Se outra virtude não tivesse, esta bastaria para te homenagear. Amas dando, sofrendo. Amas servindo e perdoando. Amas esperando e oferecendo. Amas cantando e chorando. Amas elogiando e repreendendo. Amas ao nascer, durante todo o teu viver e amas ao morrer. Por este amor incomparável, parabenizamos a todas as mamães pelo seu dia. Que DEUS as abençoe, que continuem a ser mães sábias, enérgicas, pacientes, ágeis, amorosas como vocês são!
Mãe! Você partilhou com DEUS a criação de nossas vidas, depois nos ensinou a viver, a respeitar, dar amor aos nossos semelhantes. Tudo o que somos, esperamos ser, devemos a você: mãe, que é a presença maior em meio a tantas presenças amigas que estão aqui! Na tua oficina do amor, aprendemos a distribuir bondade, semear conforto e repartir um pouco de nós a todos aqueles que DEUS colocou em nossos caminhos.
MÃE nome bendito, melodia doce, poema de sonhos, suave perfume, terna carícia, alvorada de luz, sol de primavera. És tudo isso e muito mais, porque és benção dos céus. Mãe, estrela guia, voz pura, olhar manso, flor bonita, palavra meiga, gesto singelo, destino conduzindo outro destino, paz no infinito, esperança no horizonte, sábia que desvenda os segredos da vida.
A cada dia que passa, digamos sempre com amor: Senhor, abençoai a nossa mãe!
Que neste dia nossas mães olhem para Deus e que cada mãe viva em sua família a presença orante e confortadora de Deus. Ajuda-nos a fazermos deste dia, uma ocasião de valorizarmos a maternidade, no compromisso de defendermos e promovermos a vida
MÃE: É o exercício permanente do amor. Vai da raiva à meiguice, em segundos. Executa salto triplo de alegria, sabedoria e sentimentos mais profundos do ser humano. Faz arremessos de otimismo quando nos afogamos no desânimo. Consegue ser bela, fera, é uma profissional do amor, comunicadora da vida em todos os aspectos, tem a energia de um furacão e a suavidade de uma brisa leve. Se você pensar no que há de mais belo na natureza, por certo irá concluir que é o amor materno. É tão importante sua presença no mundo que o próprio filho de Deus ao se fazer homem, podendo vir de qualquer outra maneira, quis escolher para si uma mãe.

Origem do Dia do Trabalho - Mensagem publicada no Jornal Missioneiro por Solange Battirola no espaço Transcender em 01.05.2009

ORIGEM DO DIA DO TRABALHO: Na maioria dos países industrializados, o
1º de maio é o Dia do Trabalho.
Comemorada desde o final do século XIX, a data é uma homenagem aos oito líderes
trabalhistas norte-americanos que morreram enforcados em Chicago (EUA), em 1886.
Eles foram presos e julgados sumariamente por dirigirem manifestações que
tiveram início justamente no dia 1º de maio daquele ano. No Brasil, a data é
comemorada desde 1895 e virou feriado nacional em setembro de 1925.
.......................................................

PARABÉNS A TODOS NÓS!

Parabéns pelo nosso Dia.
Muitos comentam, criticando:
"Mas todo dia é dia do trabalhador..., que diferença faz esse feriado no
Calendário?"
E eu pergunto: Que diferença você faz no seu trabalho todos os dias?

O Aurélio traz a palavra "Trabalho" com o seguinte significado:

1. Aplicação das forças e faculdades humanas para alcançar um determinado fim;
2. Atividade coordenada, de caráter físico e/ou intelectual, necessária à
realização de qualquer tarefa, serviço ou empreendimento;
3. O exercício dessa atividade como ocupação, ofício, profissão;
4. Trabalho remunerado ou assalariado; serviço;
5. Ação contínua e progressiva duma força natural, e o resultado dessa ação;
6. Tarefa, obrigação, responsabilidade;
7. Atividade humana, considerada como fator de produção.

E associamos, por natureza e pelo próprio conceito do dicionário o trabalho a
uma obrigação. E obrigação lembra algo ruim, que não fazemos por espontaneidade.
Ao entrar no mercado de trabalho há alguns anos atrás percebi que a maioria das
pessoas reclamava muito por terem que "trabalhar".

Será que somos obrigados a passar maior parte da nossa vida fazendo algo que não
gostamos?
Deparei então com a seguinte frase: "Ou você faz o que gosta, ou aprende a
gostar do que faz".
Acho que eu sempre tive essas duas posições na minha vida profissional. Afinal
mesmo fazendo o que se gosta existem momentos em que temos que nos esforçar
mais, e vale então a 2ª parte da frase: de aprender a gostar do que se faz......

A questão não é tanto o que você faz, mas como você faz......
Por que o trabalho não pode ser divertido? Prazeroso? Onde fazemos com amor,
onde damos o nosso melhor? Hum, mas geralmente arrumamos desculpas, que o
salário não é bom, que o ambiente de trabalho é ruim, que a equipe deveria ser
melhor, que nossos líderes, chefes ou gerentes deixam muito a desejar, que não
reconhecem nosso trabalho..... E por aí vai.
Se você se identificou com o que acabei de falar, sinto muito, mas
você faz parte da
grande multidão que não faz diferença dentro de qualquer organização, seja ela
do porte, atividade e/ou localização que for..... Você é apenas mais um.
Não arrume desculpas, arrume soluções. Seja diferente. De maneira alguma quero
incentivar o comodismo. Quero é estimular você a refletir, a saber onde quer
chegar.....a buscar seus objetivos, traçar suas metas profissionais, aproveitar
as oportunidades.
Não importa o que você faz! Dê o seu melhor. Sempre. Em qualquer circunstância.
O trabalho é o meio pelo qual alcançamos nossos sonhos. E por que esse "caminho"
não pode ser tão bom quanto seu "destino final"?
Fecho a mensagem com frases:
A maior recompensa do nosso trabalho não é o que nos pagam por ele, mas aquilo
em que ele nos transforma.
(John Ruskin)

O gênio começa as obras grandes, mas é o trabalho que as termina.
(J. Joubert)

Mensagem enviada por Deise Cristina Wischral
Jaraguá do Sul - SC

PESSOAS LIVROS Texto editado no Jornal Missioneiro em 18.04.2009 por SOLBATT

PESSOAS - LIVROS
O Universo é uma imensa livraria.
A Terra é apenas uma de suas estantes.
Somos os livros colocados nela.
Da mesma maneira que as pessoas compram livros, apenas pela beleza da capa, sem pesquisarem o índice e conteúdo do mesmo, muitas pessoas avaliam os outros pela aparência externa, pela capa física, sem considerarem a parte interna.
Outras procuram livros com títulos bombásticos, sensacionalistas histórias de terror ou romances profundos. Há aquelas que buscam sensacionalismos baratos, dramas alheios ou apenas um romance. Também é assim com as pessoas: Podemos ficar só na capa ou aprofundarmos nossa leitura até as páginas vivas do coração. Somos homens-livros lendo uns aos outros.
A capa pode ser interessante, mas é no conteúdo que brilha a essência do texto.
O corpo pode ter uma bela plástica, mas é o espírito que dá brilho aos olhos.
Também podemos ler nas páginas experientes da vida muitos textos de sabedoria. Depende do que estamos buscando na estante.
Podemos ver em cada pessoa-livro um texto impresso nas linhas do tempo. Deus colocou sua assinatura divina ali, nas páginas do coração, mas só quem lê o interior descobre isso.
Só quem vence a ilusão da capa e mergulha nas páginas da vida íntima de alguém, descobre seu real valor, humano e espiritual.
Que todos nós possamos ser bons leitores conscientes.
Que nas páginas de nossos corações, possamos ler uma história de amor profundo.
Que em nossas páginas possamos escrever histórias inesquecíveis.
E que, sendo pessoas-livros, possamos ser leitura interessante e criativa nas várias estantes da livraria-universo.
A capa amassa e as folhas podem rasgar. Mas, ninguém amassa ou rasga as idéias e sentimentos vividos. O que não foi bem escrito hoje, poderá ser bem escrito mais à frente, se Deus assim nos permitir. Mas, com toda certeza, será publicado pela editora da vida, na estante terrestre...
Dedico esta mensagem aos professores bibliotecários: Giovana Vieira Saurin, Sérgio Venturini, Iria Romero do Instituto Rui Barbosa e a professora bibliotecária Mila Sott, pelo zelo e dedicação no trato aos livros; o carinho, a cordialidade e atenção aos leitores das Bibliotecas Castro Alves do Instituto Rui Barbosa e Biblioteca Rui Barbosa da Escola Senador Pinheiro Machado, estendendo também, a todos os bibliotecários de São Luiz Gonzaga.

SE EU PUDESSE DEIXAR ALGUM PRESENTE A VOCÊ... por SolBatt, em 25.04.2009,no espaço Transcender do Jornal MIssioneiro de São Luiz Gonzaga- RS

Se eu pudesse deixar algum presente a você...

...deixaria aceso o sentimento de amar a vida dos seres humanos.

A consciência de aprender tudo o que foi ensinado pelo tempo afora.

Lembraria os erros que foram cometidos para que não mais se repetissem.

Deixaria para você, se pudesse, o respeito àquilo que é indispensável:
Além do pão; o trabalho.
Além do trabalho; a ação.

E, quando tudo mais faltasse, um segredo:
o de buscar no interior de si mesmo
a resposta e a força para encontrar a saída.

Gandhi

PESSOAS SÃO MÚSICAS - por SolBatt, no Espaço Transcender do Jornal Missioneiro de São Luiz Gonzaga - RS -04.04.2009

Pessoas São Música
Você já percebeu?
Elas entram na vida da gente e deixam sinais.

Como a sonoridade do vento ao final da tarde.
Olhe para a pessoa que está ao seu lado e você descobrirá, olhando fundo, que há uma melodia no disco do olhar
Procure escutar...
Pessoas foram compostas para serem ouvidas, sentidas, interpretadas...
Para tocarem nossas vidas com a mesma força do instante em que foram criadas, e para tocarem suas vidas com toda a magia de serem música
São pessoas como você... Que terei o prazer de continuar ouvindo

As pessoas têm que fazer o sucesso que lhes desejamos, Mesmo que não estejam nas paradas.

Mesmo que não toquem no rádio...
Apenas no Coração.
Muita Paz ...

A CASA DOS MIL ESPELHOS - por SolBatt, em 21.3.2009, na Coluna TRanscender do Jornal Missioneiro de São Luiz Gonzaga - RS

A CASA DOS MIL ESPELHOS
(Folclore japonês)
Tempos atrás em um distante e pequeno vilarejo, havia um lugar conhecido como a casa dos 1000 espelhos. Um pequeno e feliz cãozinho soube deste lugar e decidiu visitar.
Lá chegando, saltitou feliz escada acima até a entrada da casa. Olhou através da porta de entrada com suas orelhinhas bem levantadas e a cauda balançando tão rapidamente quanto podia. Para sua grande surpresa: Deparou-se com outros 1000 pequenos e felizes cãezinhos, todos com suas caudas balançando tão rapidamente quanto a dele. Abriu um enorme sorriso, e foi correspondido com 1000 enormes sorrisos.

Quando saiu da casa, pensou:
- Que lugar maravilhoso!
Voltarei sempre, um montão de vezes!

Neste mesmo vilarejo, um outro pequeno cãozinho, que não era tão feliz quanto o primeiro, decidiu visitar a casa. Escalou lentamente as escadas e olhou através da porta. Quando viu 1000 olhares hostis de cães que lhe olhavam fixamente, rosnou e mostrou os dentes e ficou horrorizado ao ver 1000 cães rosnando e mostrando os dentes para ele.

Quando saiu, ele pensou:
- Que lugar horrível, nunca mais volto aqui.

Todos os rostos no mundo são espelhos....Que tipo de reflexos você vê nos rostos das pessoas que você encontra?

MORRE LENTAMENTE - 11.4.2009, por SolBatt na Coluna Transcender do Jornal Missioneiro de São Luiz Gonzaga -

Morre lentamente...
Pablo Neruda
Morre lentamente...
...quem não viaja, quem não lê, quem não ouve música,
quem destrói o seu amor próprio, quem não se deixa ajudar.

Morre lentamente...
Quem se transforma escravo do hábito,
repetindo todos os dias o mesmo trajeto,
quem não muda as marcas no supermercado,
não arrisca vestir uma cor nova, não conversa
com que não conhece.

Morre lentamente...
...quem não viaja, quem não lê, quem não ouve música,
quem destrói o seu amor próprio, quem não se deixa ajudar.

Morre lentamente...
Quem evita uma paixão, quem prefere o "preto no branco" e os "pingos nos is" a um turbilhão de emoções indomáveis,
justamente as que resgatam brilho nos olhos, sorrisos e soluços, coração aos tropeços, sentimentos.

Morre lentamente...
Quem não vira a mesa quando está infeliz no trabalho;
quem não arrisca o certo pelo incerto atrás de um sonho; quem não se permite, uma vez na vida, fugir dos conselhos sensatos.

Morre lentamente...
Quem passa os dias queixando-se da má sorte ou da chuva incessante, desistindo de um projeto antes de iniciá-lo, não perguntando sobre um assunto que desconhece e não respondendo quando lhe indagam o que sabe.

Evitemos a morte em doses suaves,
recordando sempre que estar vivo exige um esforço muito maior do que o simples ato de respirar... Estejamos vivo, então!

Nada neste mundo faz sentido se não tocamos
o coração das pessoas. Se a gente cresce com os
golpes duros da vida, também podemos crescer com
os toques suaves na alma.

SUPERFLUO E NECESSÁRIO - por SolBatt, na coluna Transcender do Jornal Missioneiro de São Luiz Gonzaga - RS, em 31.01.2009

Supérfluo e Necessário
(Chico Xavier)
Uns queriam um emprego melhor; outros, só um emprego.
Uns queriam uma refeição mais farta; outros, só uma refeição.

Uns queriam uma vida mais amena; outros, apenas viver.

Uns queriam pais mais esclarecidos; outros, ter um lar.

Uns queriam ter olhos claros; outros, enxergar.

Uns queriam ter voz bonita; outros, falar.

Uns queriam silêncio; outros, ouvir.

Uns queriam sapato novo; outros, ter pés.

Uns queriam um carro; outros, andar.

Uns queriam o supérfluo; outros, apenas o necessário.

Há dois tipos de sabedoria!
A sabedoria inferior é dada pelo quanto uma pessoa sabe e
a superior é dada pelo quanto ela tem consciência de que não sabe...Seja um eterno aprendiz na escola da vida!
A sabedoria superior tolera, a inferior julga; a superior alivia, a inferior culpa; a superior perdoa, a inferior condena.
Tem coisas que o coração só fala para quem sabe escutar!
Que possamos estar sempre atentos aos sinais e saber distinguir o que realmente se faz necessário daquilo que se torna supérfluo!

HISTÓRIA DE PESCADOR - em 27.2.2009, por SolBatt, no Espaço Transcender do Jornal MIssioneiro de São Luiz Gonzaga - RS

HISTÓRIA DE PESCADOR
Rubem Alves
Era uma vez um pobre pescador e sua mulher. Eram pobres, muito pobres. Moravam numa choupana à beira-mar, num lugar solitário. Viviam dos poucos peixes que ele pescava. Poucos, porque, de tão pobre que era, ele não possuía um barco: não podia aventurar-se ao mar alto, onde estão os grandes cardumes. Tinha de se contentar com os peixes que apanhava com os anzóis ou com as redes lançadas no raso. Sua choupana, de pau-a-pique, era coberta com folhas de palmeira. Quando chovia forte, a água caía dentro da casa. Não tinham razões para ser felizes. Mas, a despeito de tudo, tinham momentos de felicidade. Era quando começavam a falar sobre os seus sonhos. Algum dia ele teria sorte, teria uma grande pescaria, ou encontraria um tesouro – e então teriam uma casinha branca com janelas azuis, jardim na frente, um canário na gaiola e galinhas no quintal. Mas eles sabiam que a casinha branca não passava de um sonho. Por vezes a felicidade se faz com sonhos impossíveis. E assim, sonhando com a impossível casinha branca, eles faziam amor e dormiam abraçados.
Era um dia comum como todos os outros. O pescador saiu muito cedo com seus anzóis para pescar. O mar estava tranqüilo, muito azul. O céu limpo, a brisa fresca. De cima de uma pedra lançou o seu anzol. Sentiu o tranco forte, peixe preso no anzol. Lutou. Puxou. Tirou o peixe. Escamas de prata com barbatanas de ouro. Foi então que o espanto aconteceu. O peixe falou. “Pescador, eu sou um peixe mágico. Devolva-me ao mar que realizarei o seu maior desejo...” O pescador resolveu arriscar. Um peixe que fala deve ser digno de confiança. “Eu e minha mulher temos um sonho”, disse o pescador. “Sonhamos com uma casinha branca com janelas azuis, jardim na frente, galinhas no quintal, canário na gaiola. E mais, roupa nova para minha mulher...” Ditas essas palavras ele lançou o peixe de novo ao mar e voltou para casa, para ver se o prometido acontecera. De longe, no lugar da choupana antiga, ele viu uma casinha branca e, à frente dela, sua mulher com um vestido novo – tão linda! Começou a correr, e enquanto corria pensava: “ Finalmente nosso sonho vai se realizar! Finalmente vamos ser felizes”
Foi um abraço de felicidade. A felicidade dela era completa. Mas não estava entendendo nada. Queria explicações. E ele então lhe contou do peixe mágico. “Ele disse que eu poderia pedir o que quisesse.” Houve um momento de silêncio. O rosto da mulher se alterou. Cessou o riso. Ficou sério. Ela olhou para o marido e, pela primeira vez, ele lhe pareceu imensamente tolo: “Você poderia Ter pedido o que quisesse? E por que não pediu uma casa maior, mais bonita, com varanda, três quartos e dois banheiros? Volte. Chame o peixe. Diga-lhe que você mudou de idéia.” O marido sentiu a repreensão, sentiu-se envergonhado. Obedeceu. Voltou. O mar já não estava tão calmo, tão azul. Soprava um vento mais forte. Gritou.: “Peixe encantado, de escamas de prata e barbatanas de ouro!” O peixe apareceu e lhe perguntou: “O que é que você deseja?” O pescador respondeu: “Minha mulher me disse que eu deveria Ter pedido uma casa maior, com varanda, três quartos e dois banheiros!” O peixe lhe disse: “Pode ir. O desejo dela já foi atendido”. De longe o pescador via a casa nova, grande, do jeito mesmo como a mulher pedira. “Agora ela está feliz”, ele pensou. Mas ao chegar a casa o que ele viu não foi um rosto sorridente. Foi um rosto transtornado. Tolo, mil vezes tolo! De que me vale esta casa neste lugar ermo, onde ninguém a vê? O que eu desejo é um palacete no bairro elegante de uma cidade, dois andares, banheiros de mármore, escadarias, fontes, piscina. Volte! Diga ao peixe desse novo desejo!”
O pescador, obediente, voltou. O mar estava cinzento e agitado. Gritou: “Peixe encantado, de escamas de prata e barbatanas de ouro!” O peixe apareceu e lhe perguntou: “ O que é que você deseja?” O pescador respondeu: “Minha mulher me disse que eu deveria Ter pedido um palacete num bairro rico da cidade...” Antes que ele terminasse, o peixe disse: “Pode voltar. O desejo dela já está satisfeito.” Depois de muito andar – agora ele já não morava perto da praia -, ele chegou à cidade e viu, num bairro rico, um palacete tal e qual aquele que sua mulher desejava. “Que bom”, ele pensou: “Agora, com seu desejo satisfeito, ela deve estar feliz, mexendo nas coisas da casa.” Mas ela não estava mexendo nas coisas da casa. Estava na janela. Olhava o palacete vizinho, muito maior e mais bonito que o seu, do homem mais rico da cidade. O seu rosto estava transtornado de raiva, os seus olhos injetados de inveja.
“Homem, o peixe disse que você poderia pedir o que quisesse. Volte. “Diga-lhe que eu desejo um palácio de rainha, com salões de baile, salões de banquete, parques, lagos, cavalariças, criados, capela”.
O marido obedeceu. Voltou. O vento soprava sinistro sobre o mar cor de chumbo. “Peixe encantado, de escamas de prata e barbatanas de ouro!” O peixe apareceu e lhe perguntou: “ O que é que você deseja?” O pescador respondeu: “ Minha mulher me disse que eu deveria Ter pedido um palácio com salões de baile, de banquete, parques, lagos...” “Volte!” disse o peixe antes que ele terminasse. “O desejo de sua mulher já está satisfeito.”
Era magnífico o palácio. Mais bonito do que tudo aquilo que ele jamais imaginara. Torres, bosques, gramados, jardins, lagos, fontes, criados, cavalos, cães de raça, salões ricamente decorados... Ele pensou: “Agora ela tem de estar satisfeita. Ela não pode pedir nada mais rico.”
O céu estava coberto de nuvens e chovia. A mulher, de uma das janelas, observava o reino vizinho, ao longe. O céu estava azul. Fazia sol. Ao longe se viam as pessoas alegremente passeando pelo campo.
“De que me serve este palácio se não posso gozá-lo por causa da chuva? Volte, diga ao peixe que eu quero Ter o poder dos deuses para decretar que haja sol ou haja chuva!”
O homem, amedrontado, voltou. O mar estava furioso. Suas ondas se espatifavam no rochedo. “Peixe encantado, de escamas de prata e barbatanas de ouro!” – ele gritou. O peixe apareceu. “Que é que sua mulher deseja?”, ele perguntou: “Ela deseja Ter o poder para decretar que haja sol ou haja chuva!”
O peixe falou: “ Vou lhes dar uma coisa melhor: vou lhes dar a felicidade!” O homem riu de alegria. “É isso que eu mais quero”, ele disse. “Volte”, disse o peixe. “Vá ao lugar da sua primeira casa. Lá você encontrará a felicidade...” E, com essas palavras, desapareceu. O pescador voltou. De longe viu a sua casinha antiga, a mesma casinha. Viu sua mulher, com o mesmo vestido velho. Ela colhia verduras na horta. Quando ela o viu, veio correndo ao seu encontro. “Que bom que você voltou mais cedo”, ela disse com um sorriso. “Sabe? Vou fazer uma salada e sopa de ostras, daquelas que você gosta. E enquanto comemos, vamos falar sobre a casinha branca com janelas azuis...” Ditas essas palavras ela segurou ternamente a mão do pescador, enquanto caminhavam em direção ao doce lar.

Mulherão - por SolBatt em 8.3.2009, no espaço transcender do Jornal Missioneiro de São Luiz Gonzaga - RS

Mulherão
Aproveitando a passagem e as comemorações alusivas ao dia da mulher, peça para um homem descrever um mulherão. Ele imediatamente vai falar no tamanho do seios, na medida da cintura, no volume dos lábios, nas pernas, bunda e cor dos olhos... Ou vai dizer que mulherão tem que ser loira, 1m e 80cm, siliconada e com um lindo sorriso no rosto. Mulherões, dentro deste conceito, povoam o imaginário masculino pela telinha da televisão,na vida real parece que não existem muitas: tipo Vera Fischer, Adriane Galisteu, Malú Mader, Juliana Paes, Letícia Spiller, Luiza Brunet, Lumas e Brunas...

Agora, pergunte a uma mulher o que ela considera um mulherão, você vai descobrir que tem uma em cada esquina...

Mulherão é aquela que pega ônibus para ir ao trabalho e outro para voltar e, quando chega em casa, encontra um tanque lotado de roupa e uma família inteira a esperando, com fome.
Mulherão é aquela que vai de madrugada para a fila garantir matrícula na escola é aquela aposentada que passa horas em pé na fila do banco para buscar a pensão.
Mulherão é a empresária que administra dezenas de funcionários de segunda
a sexta e uma família todos os dias da semana.
Mulherão é quem volta do supermercado segurando várias sacolas depois de ter
pesquisado os preços e feito malabarismo com o orçamento.
Mulherão é aquela que se depila, que passa cremes, que se maquia, que faz dietas, que malha, que usa salto alto, meia-calça, ajeita o cabelo e se perfuma, mesmo sem nenhum convite para ser capa de revista.
Mulherão é quem leva os filhos na escola, busca os filhos na escola, leva os filhos no cursinho, busca os filhos no cursinho, leva os filhos para a cama, conta histórias, dá um beijo de boa noite e apaga a luz.
Mulherão é aquela mãe de adolescente que não dorme enquanto ele não chega.
É quem,de manhã bem cedo, já está de pé, esquentando o leite, preparando o café.
Mulherão é quem leciona em troca de um mísero salário, é quem faz serviços voluntários, é quem colhe uva, é quem opera pacientes, é quem lava a roupa para fora, é quem bota a mesa, cozinha o feijão e, à tarde, trabalha atrás de balcão.
Mulherão é quem cria os filhos, muitas vezes, sozinha, é quem dá expediente mais de 8 horas e enfrenta menopausa, TPM e menstruação
Mulherão é quem arruma os armários, coloca flores nos vasos, fecha a cortina
para o sol não desbotar os móveis, mantém a geladeira cheia e os cinzeiros vazios.
Mulherão é quem sabe onde cada coisa está, o que cada filho sente e qual o melhor remédio para azia.
Lumas, Brunas, Julianas, Carlas, Luanas e Sheilas: mulheres nota 10 no quesito linda de morrer, mas mulherão mesmo é quem mata um leão por dia!
Passe esta mensagem a todas suas amigas que você considera um mulherão...
E aos amigos pra que fique claro o quanto é importante que seja dado o devido valor as suas mães, esposas, irmãs, namoradas, amigas, filhas...

Autora do Texto: Martha Medeiros