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SEMEANDO VIDA Artigo publicado na Coluna Transcender do Jornal Missioneiro, por Solange da Cruz Battirola 19-04-2008

Semeando Vida

Era uma vez um homem que morava numa cidade grande e trabalhava numa fábrica. Todos os dias ele pegava o ônibus e viajava cinqüenta minutos até o trabalho. À tardinha, fazia a mesma coisa voltando para casa. No ponto seguinte ao que o homem subia para o ônibus, entrava uma velhinha, que procurava sempre sentar-se numa janela. Abria a bolsa, tirava um pacotinho e passava a viagem toda jogando alguma coisa fora do ônibus.
Um dia, o homem reparou a cena. Ficou curioso. No dia seguinte, a mesma coisa. E assim todos os dias. Certa vez sentou-se ao lado da velhinha e não resistiu:
-Bom dia! Desculpe minha curiosidade, mas o que a senhora está jogando pela janela?
-Bom dia! Respondeu ela: -Jogo sementes.
-Sementes? Sementes de quê?
-De flor. É que viajo neste ônibus todos os dias. Olho para fora e a estrada está tão vazia. Eu gostaria de poder viajar vendo flores por todo o caminho... Imagine como seria bom!
-Mas a senhora não vê que as sementes caem no asfalto, são esmagadas pelos pneus dos carros, devoradas pelos passarinhos... A senhora acha que essas flores nascerão aí, na beira da estrada?
-Acho, meu filho. Mesmo que muitas sementes se percam, algumas certamente acabam caindo na terra e com o tempo vão brotar.
-Mesmo assim, demoram a crescer, precisam de água...
-Ah, eu faço a minha parte. Sempre há dias de chuva. Além disso, apesar da demora, se eu não jogar as sementes, as flores nunca nascerão.
Dizendo isso, a velhinha virou-se para a janela aberta e recomeçou seu trabalho. O homem desceu logo adiante, achando que a velhinha já estava ficando meio “caduca”. O tempo passou. Um dia, no mesmo ônibus, sentado à janela, o homem levou um susto: olhou para fora da janela e viu margaridas na beira da estrada, carreiras de hortênsias azuis, rosas, cravos, dálias... A paisagem estava colorida, perfumada, linda. O homem lembrou-se da velhinha, procurou-a no ônibus e acabou perguntando para o cobrador, que conhecia todo mundo, ao que ele respondeu:
- A velhinha das sementes? Pois é, morreu de pneumonia no mês passado. O homem voltou para o seu lugar e continuou olhando a paisagem florida pela janela. “Quem diria, as flores brotaram mesmo!” Pensou ele. “Mas de que adiantou o trabalho da velhinha? A coitada morreu e não pode ver toda essa beleza”! Nesse instante, o homem escutou uma risada de criança. No banco da frente, um garotinho apontava pela janela, entusiasmado:
-Olha mamãe, que lindo, quanta flor pela estrada... Como se chamam aquelas azuis?...
Então o homem entendeu o que a velhinha tinha feito. Mesmo não estando ali para contemplar as flores que tinha plantado, a velhinha deveria estar muito feliz. Afinal, ela tinha dado um presente maravilhoso para as pessoas. No dia seguinte, o homem entrou no ônibus, sentou-se numa janela e tirou um pacote de sementes do bolso.

(Zenaide Martins – Texto que tem circulado na Internet, com slide-show, retirado do Jornal para Educadores de Ensino Religioso: O Transcendente – meses de Março e Abril de 2008)

ARTIGO PUBLICADO NO JORNAL MISSIONEIRO POR SOLANGE DA CRUZ BATTIROLA, NA COLUNA TRANSCENDER EM 25-04-2008


Do Melhor Linkk | del.icio.us

Comentários(11) »

  1. Luiz Domingos de Luna — 29-05-2008 - 00:02:55 GMT 1

    Reflexo da Fé
    Luiz Domingos de Luna
    www.meninodeusaurora.com.br

    A inteligência consome o meu espírito
    Para tudo tenho uma explicação
    Sou resultado de uma evolução
    Assim, sou finito ou infinito?

    Construo a grandeza artificial,
    Por isto sou grande e efervescente
    Mas de manhã quando olho o nascente
    Vejo algo mais perfeito e natural

    O que faço vejo sem igual,
    Pois ao instinto, digo -inteligência.
    Ao ser humano isto é essência?
    Irracional tendo, a minha é especial.

    Sou pequena matéria atrevida
    Que vive no minúsco habitado
    O agrupamento da soma e resultado
    Sou o aqui da minha e tua vida

    Mas se o ar que faço não respiro
    Onde está minha potência e grandeza
    É destruir a natureza?
    Sim, -mas…a admirá-la, me admiro.

    Sendo ou não religioso
    O ar de inferioridade me domina
    A beleza natural que me fascina
    O Infinito deslumbrante e misterioso…

  2. Luiz Domingos de Luna — 29-05-2008 - 00:05:45 GMT 1

    Universo em Ebulição
    Luiz Domingos de Luna
    www.meninodeusaurora.com.br
    A Razão derramada imponente
    Espera a emoção ser filtrada
    Um planeta sem enquadramento
    Numa existência não observada

    Nascimento das trevas e da luz
    Luta de um perfeito alinhamento
    São razões, emoções - pensamento.
    Corpos girando em universo reluz.

    Poder de uma grandeza infinita
    Uma mensagem a ser decifrada
    Quem percorre esta estrada
    Sente a dor de quem grita

    Porque derramada existência?
    A razão não sabe contemplar
    A emoção perdida a divagar
    Na corrente de um sonho eterno
    Em um tempo, a um só tempo
    Poder, quem sabe um dia, revelar

  3. Luiz Domingos de Luna — 29-05-2008 - 00:06:05 GMT 1

    Universo em Ebulição
    Luiz Domingos de Luna
    www.meninodeusaurora.com.br
    A Razão derramada imponente
    Espera a emoção ser filtrada
    Um planeta sem enquadramento
    Numa existência não observada

    Nascimento das trevas e da luz
    Luta de um perfeito alinhamento
    São razões, emoções - pensamento.
    Corpos girando em universo reluz.

    Poder de uma grandeza infinita
    Uma mensagem a ser decifrada
    Quem percorre esta estrada
    Sente a dor de quem grita

    Porque derramada existência?
    A razão não sabe contemplar
    A emoção perdida a divagar
    Na corrente de um sonho eterno
    Em um tempo, a um só tempo
    Poder, quem sabe um dia, revelar

  4. Luiz Domingos de Luna — 29-05-2008 - 00:09:24 GMT 1

    A Dor da Memória
    Luiz Domingos de Luna
    www.meninodeusaurora.com.br

    Em uma história,
    Que foi tão florida,
    De vida vivida,
    Saudosa memória,
    Foste à mãe que alimentou
    O retrato que estou,
    A tristeza que aflora,
    Pudesse aurora,
    Contemplar novamente
    Regar a semente
    Da sombra frondosa
    Untados nós somos
    No mesmo ideal,
    Qual foi o pecado
    Que nós cometemos,
    Um paraíso tão lindo,
    Tinha Adão tinha Eva
    Tinha serpente, estrela azulada,
    Tinha perfume, tinha luz,
    Tinha água, tinha alma,
    Porque me seduz,
    Está-se nu no infinito,
    O nosso grito,
    Já foi quebrado,
    De um tempo passado
    Que vive com glória,
    Martela e sufoca
    A minha memória
    Qual foi o meu erro
    De um martírio doentio,
    Acendi o pavio,
    Do espertalhão
    Sem tela, sem cor,
    Sem brilho, sem luz,
    Sem agora.
    Mataste a aurora

  5. Luiz Domingos de Luna — 26-06-2008 - 22:43:18 GMT 1

    Universo Paralelo
    Luiz Domingos de Luna
    www.revistaaurora.com

    No palco da existência
    Bilhões de combinações
    Infinitas proporções
    Da matéria a essência

    O Universo unificado
    Longe da imaginação
    Entrar numa prisão
    Por tempo determinado

    Matéria não adaptada
    A um tempo a correr
    Na dependência sofrer
    Corpo, a vida deixada.

    É uma ida, uma volta.
    É o estar é o ser
    É o Poder é o ter
    É uma reviravolta?

    Entra numa dimensão
    Do tudo - do nada nasce
    É apenas um disfarce
    Do nada a terra o chão

    É uma magia encantadora
    Toda carne é morredoura
    Sem ela, a imortal.
    Alma sonhadora
    Na vida a vagar
    Uma compreensão
    Uma explicação
    Ninguém quer falar
    Quem pode entender esta seta
    Que a história inquieta
    Teimando em voltar.

    Fonte: http://oglobo.globo.com/servicos/blog/comentarios.asp?t=nosso_planeta&cod_Post=108198

  6. Luiz Domingos de Luna — 29-06-2008 - 04:27:08 GMT 1

    Aos Seres Humanos

    Luiz Domingos de Luna
    www.revistaaurora.com

    Quebrando correntes
    No tempo a passar
    Mistérios a desvendar
    A todo o momento

    Se tudo fosse diferente
    Teria o ser humano
    O pensar, um plano.
    Da existência presente

    Que show arriscado
    De um palco sem fim
    O infinito vem a mim
    Ou já foi programado

    Tanta existência
    Quem vai usufruir
    O tempo destruir
    Ou há consistência

    A Vida acompanha
    As etapas da curva
    Existe uma luva
    De potência tamanha

    Controlar o processo
    De toda imensidão
    É plenitude da razão
    Ou pensamento, ao inverso.

    É do ser humano obrigação
    Conhecer todo o infinito
    Ou existe um conflito
    Buscando interrogação?

    Já não é chegado
    A hora de saber
    Do universo o porquê ?
    Na existência - postado.

  7. Luiz Domingos de Luna — 15-07-2008 - 02:40:47 GMT 1

    Universo em Ebulição

    Luiz Domingos de Luna
    http://www.revistaaurora.com

    A Razão derramada imponente
    Espera a emoção ser filtrada
    Um planeta sem enquadramento
    Numa existência não observada

    Nascimento das trevas e da luz
    Luta de um perfeito alinhamento
    São razões, emoções - pensamento.
    Corpos girando em universo reluz.

    Poder de uma grandeza infinita
    Uma mensagem a ser decifrada
    Quem percorre esta estrada
    Sente a dor de quem grita

    Porque derramada existência?
    A razão não sabe contemplar
    A emoção perdida a divagar
    Na corrente de um sonho eterno
    Em um tempo, a um só tempo
    Poder, quem sabe um dia, revelar.

  8. Luiz Domingos de Luna — 15-07-2008 - 16:59:54 GMT 1

    Nome: Luiz Domingos de Luna - 15/7/2008 - 11:58
    Sou grato a quem acessa este site:http://oglobo.globo.com/servicos/blog/comentarios.asp?t=nosso_planeta&cod_Post=108198 e posta minhas poesias neste espaço, pois a verdadeira amizade espiritual é aquela que une a massa humana no bem estar da coletividade, pois, se recebemos um mundo injusto não é justo repassá-lo para as as futuras gerações. Os seres humanos são muito atrelados ao espaço físico corporal, não sabem estes, que sem este corpo mortal, seríamos eternos na magia espiritual que está no "toque" de construir a epistemologia genética da humanidade.-Sem contato, Conto com você, caro leitor, na difusão de meus trabalhos literários.

  9. Luiz Domingos de Luna — 16-08-2008 - 03:58:19 GMT 1

    A Construção do Eu

    Luiz Domingos de Luna
    www.revistaaurora.com

    A cada dose um contentamento
    De uma vida a apreciar
    Numa escala a determinar
    O tipo de comportamento

    Uns a forma o juramento
    Outros a matéria a clamar
    E os da alma a cantar
    A voz do ego o pensamento

    São corpos dobrados ao vento
    Na dimensão do espaço
    O intelecto de aço
    A fazer questionamento

    Um mundo a semente
    Sem depender da paisagem
    É sempre uma passagem
    Do corpo, alma e mente.

    Qual vetor determinante
    Dos três fragmentos
    Uma vida de argumentos
    Na matéria, o mundo dominante.

    São vidas alinhamentos
    Em linhas determinadas
    Cada qual em sua estrada
    O Viver a cada momento

    Ou tem que somar tudo
    Provar a dose em separado
    De um mundo agrupado
    A cada gosto um fel dobrado
    Ou o brilho do mel achado
    De um novo ser em movimento.

  10. Luiz Domingos de Luna — 31-01-2009 - 16:31:12 GMT 1

    Todas as minhas poesias estão postadas no rascunho digital Coletânea poética Luiz Domingos de Luna. E.E. www.colunadomignos.blogspot.com

    Cordialmente
    Luiz Domingos de Luna

    Boa leitura

    Buscar na internet

  11. Luiz Domingos de Luna — 17-06-2009 - 16:52:04 GMT 1

    O Blog
    Livro Digital – Google.
    Luiz Domingos de Luna

    Um bom livro
    Em suas mãos
    Páginas a folhear
    Celulose sem gastar
    Meio de comunicação
    Depende de sua atuação
    Para credibilidade conquistar
    É também uma revista
    Um canal de uma pista
    Nunca vai poder parar
    A história nele passa
    Depende da argamassa
    De volume bem dosado
    Pois o olhar do outro lado
    Diz se já foi visitado
    Ou ainda vai visitar
    Não dá para prender
    Nem serve para vender
    Nem para ser alugado
    O seu preço é qualidade
    Que depende do leitor
    Que estabelece o valor
    Do material postado
    Nasce no novo mundo
    Vive enclausurado
    Na tela bem amarrado
    Percorre em um segundo
    A fronteira do infinito
    A força de seu grito
    Em horizonte firmado
    Conduzindo com intensidade
    A fórmula da liberdade
    De um universo colado

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