o Sentido da Vida por Solange da Cruz Battirola, na Coluna Transcender do Jornal Missioneiro de São Luiz Gonzaga
O sentido da vida
Saiu um jovem a procura de sentido da vida. Depois de andar todos os caminhos sem resposta convincente, embrenharam-se montanha acima, pois sabia de um convento a quilômetros de altura. Os monges afeitos à contemplação e à meditação certamente teriam uma resposta. A montanha era íngreme e as avalanches de neve, freqüentes. E o jovem perdeu-se e perdeu os sentidos, afundando na neve. Os cães farejadores do convento salvaram-no. Levado pelos bondosos monges, recuperou os sentidos e as forças no calor do convento acolhedor.
Chegara o momento da indagação do jovem sobre o sentido da vida.
Foi então que o abade, em resposta, presenteou-o com uma colcha de retalhos para que o jovem a levasse e nela decifrasse o enigma da vida. Mas tal sabedoria é dada somente à experiência dos velhos, e o jovem precisou ouvir o abade.
A colcha de retalhos – ouviu o jovem – é um conjunto de pequenas peças, recorte de todos os tipos de tecidos, maiores, menores, mais finos, mas grosseiros, ricos damascos, singelas pelúcias, e de varias cores. Pedaços costurados por um fio de linha que os mantém unidos, que fazem da colcha um conjunto harmonioso e belo. Se um retalho faltar, na colcha abre-se um buraco que a faz perder a beleza e o valor.
Na colcha, todos os retalhos são importantes, como na vida o sentido está em estarmos unidos e amar-nos. Viver é relacionar-se. Somente vivendo se encontra o sentido da vida.
Tudo de bom para você!


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